Qual inteligência artificial é a melhor? A pergunta aparece em toda roda de conversa sobre tecnologia, e também nas empresas que já usam IA no dia a dia. Para quem trabalha com o assunto, porém, a disputa entre ChatGPT, Gemini e Claude é a pergunta errada.
Os modelos de IA têm pontos fortes diferentes. Um pode render mais ao resumir documentos longos. Outro pode ir melhor na hora de organizar uma análise, escrever código ou criar um texto. Por isso, escolher uma só ferramenta e obrigar toda a empresa a usá-la acaba piorando o resultado.
Essa é a avaliação de Alexandre Azevedo, CEO da White Cube (www.whiteconductor.com.br), empresa do Grupo Think que trabalha com tecnologias de inteligência para organizações.
“O desafio não é escolher uma única IA para toda a empresa. É garantir que cada equipe use o recurso mais adequado para sua atividade dentro de um ambiente seguro, rastreável e alinhado às prioridades da organização”.
O outro lado: cada um usando a sua
Se uma IA só não resolve, liberar geral também não funciona. Quando cada pessoa assina a ferramenta que prefere, a empresa paga várias contas separadas, perde o controle sobre onde suas informações estão circulando e não consegue saber o que de fato está dando resultado. O que se aprende numa conversa com a IA fica guardado só com quem conversou.
“A IA já está presente na rotina das empresas. O valor aparece quando esse uso deixa de depender de iniciativas isoladas e passa a ser gerido como capacidade corporativa, com impacto na operação, nas decisões e nos resultados do negócio.”
Todas no mesmo lugar
Para resolver esse impasse, a White Cube criou o White Conductor, uma plataforma que junta em um só ambiente o acesso a diferentes modelos, como ChatGPT, Gemini e Claude. A empresa define as regras, e cada equipe usa o modelo mais indicado para cada tarefa. Dentro de uma mesma atividade, dá para combinar mais de um modelo e mandar cada etapa para aquele que se sai melhor.
A ferramenta também controla quem acessa o quê, registra as atividades, guarda documentos em repositórios seguros que não saem da empresa e tem bibliotecas para salvar os melhores prompts e usá-los de novo. Há ainda indicadores que mostram quanto a IA está sendo usada e qual o retorno.
Segundo Azevedo, a maturidade no uso de IA está em equilibrar a liberdade das equipes com regras claras de segurança e acompanhamento.
E então, qual é a melhor?
Para empresas, não existe uma IA campeã em tudo. ChatGPT, Gemini e Claude podem ser mais úteis em tarefas diferentes, e a escolha certa muda conforme o trabalho. O que faz diferença, segundo Azevedo, é ter um ambiente organizado em que todas possam ser usadas com segurança, controle e medição de resultado.
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