Telemetria avançada com inteligência artificial e videotelemetria. Esses são os módulos que, segundo a Aldeia Tecnologia, devem fazer crescer de forma significativa o volume de dados processado no rastreamento de veículos. E é para dar conta desse aumento que a empresa passou a operar servidores próprios.
A Aldeia Tecnologia, empresa goiana que desenvolve soluções para rastreamento veicular, telemetria e gestão de frotas, inaugurou sua infraestrutura própria em data centers de padrão Tier III em São Paulo. A plataforma da empresa é usada por centrais de rastreamento, que prestam o serviço de monitoramento a donos de veículos e gestores de frotas. Segundo a empresa, o investimento representa uma nova etapa na sua evolução tecnológica e amplia a capacidade de processamento, a segurança e a disponibilidade da plataforma, acompanhando o crescimento acelerado da base de clientes e de veículos monitorados.
Por que essas tecnologias pesam
As duas tecnologias têm um ponto em comum: exigem processamento de dados em tempo real e mais capacidade de armazenamento. Na prática, a informação precisa ser tratada no momento em que chega e guardada em volume cada vez maior.
Hoje, a plataforma da Aldeia já processa, em média, 60 milhões de posições de veículos por dia. Com a expansão dos módulos de telemetria avançada e de videotelemetria, a tendência é que esse número aumente bastante.
O que muda com servidores próprios
Com a nova estrutura, a Aldeia ganha mais autonomia para gerir seus recursos computacionais e amplia a capacidade de redundância, ou seja, os recursos de reserva prontos para assumir a operação em caso de falha. A plataforma também fica mais preparada para os picos de demanda, quando o volume de dados sobe de repente.
O padrão Tier III ajuda nesse ponto. A classificação é referência para data centers com redundância de energia e refrigeração, em que dá para fazer manutenção sem desligar a operação.
Outro ganho é depender menos de provedores de servidores, o que dá à empresa mais controle sobre o desempenho, a segurança e a continuidade do serviço. Quando os servidores pertencem a terceiros, parte das decisões sobre capacidade e configuração fica com o provedor. Com a estrutura própria, essas decisões passam a ser tomadas pela própria Aldeia.
Para quem usa a plataforma
Para as centrais de rastreamento, os ganhos esperados são mais previsibilidade no dia a dia, menos risco de o sistema ficar indisponível e condições de aumentar a base de veículos monitorados sem perder desempenho, mesmo com a chegada dos novos módulos.
O ecossistema da Aldeia já inclui telemetria avançada com inteligência artificial e videotelemetria, ao lado de plataformas de rastreamento e monitoramento em tempo real, sistemas ERP para centrais de rastreamento e um marketplace de técnicos especializados. Com a estrutura própria, essas ferramentas passam a rodar sobre uma base dimensionada para o volume de dados que geram.
Tecnologia na hora da escolha
Segundo a empresa, o mercado de rastreamento passou a valorizar mais do que o serviço básico. Infraestrutura tecnológica, inteligência de dados, integração de soluções e capacidade de escala entraram na lista do que pesa na decisão das centrais.
Videotelemetria e telemetria com inteligência artificial ampliam o que o rastreamento entrega, mas também aumentam a quantidade de dados que a plataforma precisa processar e guardar. Com servidores próprios, a Aldeia aposta em infraestrutura para que as centrais aproveitem essas tecnologias sem perder estabilidade.
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