Quem pesquisa a Fazenda do Lago, empreendimento de alto padrão às margens do Lago Corumbá IV, em Abadiânia (GO), chega rápido ao nome do grupo responsável pelo projeto: o Grupo CPR. O que pouca gente sabe é que o mercado imobiliário é só uma das áreas de atuação do grupo, que nasceu na engenharia e hoje trabalha até com o setor de óleo e gás.

O projeto que deu visibilidade ao grupo

A Fazenda do Lago é a aposta mais conhecida do Grupo CPR. São 2,8 milhões de metros quadrados de cerrado a 109 quilômetros de Brasília, com masterplan de 803 lotes divididos em sete fases e terrenos de 600 a 5.000 metros quadrados. O grupo apresenta o empreendimento como “o primeiro wellness club residence de classe mundial”, com clubes previstos como marina, piscina de ondas, golfe, haras, tênis, bem-estar e hotel.

A primeira fase, com 472 lotes em 32 quadras, está registrada no Cartório de Registro de Imóveis de Abadiânia desde agosto. O parcelamento foi aprovado por decreto municipal, tem licença de instalação, e o projeto é tocado por uma sociedade de propósito específico própria.

O que mais o Grupo CPR faz

Fundado pelo engenheiro civil Marlon Ceni, que é o CEO, o Grupo CPR tem mais de 15 anos de atuação, sede em São Paulo e unidades em Curitiba e Goiânia. Além de incorporar empreendimentos, o grupo faz construção, manutenção e facilities para clientes públicos e privados, presta serviços de engenharia e manutenção para o setor de óleo e gás e desenvolve projetos para governos, como concessões e parcerias público-privadas. A lista inclui ainda consultoria tributária e estruturação de capital.

Onde a engenharia aparece no condomínio

Essa bagagem técnica ajuda a explicar a forma como a Fazenda do Lago está sendo construída. “A gente vem da engenharia. Em obra industrial, ninguém entrega a fachada antes da fundação, e levamos essa disciplina para o imobiliário: primeiro a infraestrutura que ninguém vê, depois o que se mostra”, afirma Ceni.

Na prática, a obra começa pela terraplenagem, pela abertura de vias e pela drenagem. Depois vêm as redes subterrâneas de energia, fibra e água, previstas nas 23 vias internas da primeira fase, e as estruturas de lazer sobem junto com essa base. A rede enterrada tem que ser feita antes das casas, porque depois o custo deixa a obra inviável. O plano inclui também base da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Goiás, em projeto, posto de combustível previsto dentro do loteamento e eletroposto junto ao acesso.

“Não dá para pedir que alguém organize a vida em volta de um clube que ainda é desenho. Por isso construímos primeiro. Quem chega aqui não precisa acreditar na gente: basta olhar em volta”, diz o executivo.

Uma relação que continua depois da venda

A forma de vender também foge do comum. Na Fazenda do Lago, a entrada do comprador é feita por aprovação, por meio de uma curadoria, e a convivência começa logo na compra, com eventos e atendimento de concierge.

“Incorporadora de território é operadora contínua, não é loteadora que entrega a chave e some”, resume Ceni.

Para quem quer saber o que faz o Grupo CPR, a resposta passa por várias frentes: obras e facilities, óleo e gás, governos, tributos e capital. É na Fazenda do Lago, porém, que essa experiência em engenharia ganha endereço e aparece para o público.

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