Quem pesquisa apartamento compacto para investir na praia já deve ter se perguntado: quanto custa, afinal, um studio à beira-mar em uma cidade que está em alta? Em João Pessoa, capital da Paraíba, a resposta varia bastante dependendo do bairro escolhido.

Dados de lançamentos imobiliários da GeoBrain, divulgados pela ABRAINC, mostram que entre janeiro e setembro de 2025 o preço médio do metro quadrado lançado chegou a R$ 20,52 mil em Tambaú e R$ 19,29 mil em Cabo Branco, dois bairros com forte presença turística e hoteleira. Manaíra, que combina proximidade com a praia e infraestrutura consolidada de comércio e serviços, e Jardim Oceania e Bessa, que concentram parte importante da expansão imobiliária da faixa litorânea, também aparecem entre os mercados analisados.

O interesse por esse tipo de imóvel cresceu junto com a exposição turística da cidade. Em diferentes períodos de 2026, João Pessoa apareceu entre os destinos nacionais mais buscados na Booking.com. No feriado de 7 de setembro, foi o terceiro destino brasileiro mais pesquisado na plataforma, atrás de Rio de Janeiro e São Paulo, com crescimento de 149% nas buscas em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para Henrique Castro, corretor de imóveis especializado no atendimento a investidores, é comum o turista se tornar comprador depois de conhecer a cidade de perto.

“Muita gente chega a João Pessoa como turista e começa a enxergar a cidade como investidor. Conhece a orla, percebe o desenvolvimento de determinadas regiões e começa a pesquisar quanto custa comprar um imóvel aqui e qual renda aquele patrimônio poderia gerar”, afirma.

Mas o preço por metro quadrado é só o começo da conta. Segundo o corretor, o formato compacto pode ser um bom negócio, desde que a compra seja bem avaliada.

“Studio pode ser um ótimo investimento quando é bem comprado. Eu não analiso apenas se o empreendimento é bonito ou se fica perto da praia. É preciso olhar preço de compra, localização, quantidade de unidades concorrentes, condomínio, potencial de ocupação e qual estratégia de locação faz sentido para aquele imóvel.”

Ou seja: o valor do metro quadrado ajuda a comparar regiões, mas não substitui a análise de quanto aquele imóvel específico consegue gerar de renda líquida, considerando custos de condomínio, gestão de locação e taxa de ocupação ao longo do ano.

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