Um perfume autoral começa muito antes do frasco na prateleira. Renato Silva, que está à frente da Tessora, conduz o desenvolvimento da Sultavier, marca de perfumaria de nicho criada por Joselina Majeski, e trata a fragrância como parte de um conjunto maior: a forma como ela é apresentada precisa conversar com quem vai comprar, com o preço e com o lugar onde será vendida.
O trabalho segue o Brand Labs, principal serviço da Tessora. A Sultavier estreia com dois perfumes autorais, produzidos com processo de maceração de 30 dias.
Fragrância, identidade e preço no mesmo plano
Na perfumaria, Silva relaciona a experiência que a marca quer entregar ao público que pretende atender, ao preço e aos canais de venda. Na prática, a apresentação de um perfume precisa combinar com a identidade da marca e, ao mesmo tempo, fazer sentido nas condições econômicas em que ele será vendido.
Por isso, no método dele, identidade e conta do negócio caminham juntas desde o começo. Uma escolha bonita no papel só se sustenta se também couber no preço e no canal planejados.
O que é definido antes de tudo
A primeira fase do Brand Labs é a Jornada da Marca, que usa o método Equity First. Nela são definidos público, nicho, narrativa, identidade, portfólio e arquitetura de receitas da Sultavier. Essas escolhas servem de base para a construção de valor da marca e para os critérios dos investimentos que vêm depois.
Para uma marca que começa com poucos produtos, essa etapa dá um mesmo norte a cada decisão. Na Sultavier, o resultado é uma linha inicial curta, com duas fragrâncias autorais pensadas para a perfumaria de nicho.
Do conceito ao frasco
Com as definições prontas, o projeto passa à industrialização. É nessa fase que entram formulações, embalagens, fornecedores, regularização e produção. A etapa seguinte é a implantação, que cuida de canais de venda, distribuição, comunicação, atendimento e gestão.
O desenvolvimento da Sultavier soma R$ 220 mil investidos entre serviços e produção dos dois perfumes. Há previsão de outros R$ 100 mil em aportes, o que levaria o total a R$ 320 mil caso os novos investimentos se concretizem.
O consumidor no centro do plano
O planejamento comercial da linha autoral considera um ticket médio de R$ 360 por pedido. Quando as vendas começarem, esse número será acompanhado junto com volume de pedidos, recompra e margem, entre outros indicadores.
A resposta de quem compra, portanto, também faz parte da história do perfume. É ela que vai mostrar se a combinação entre fragrância, apresentação e preço funcionou como o planejado.
Como lançar um perfume autoral
O caso da Sultavier mostra um caminho para quem quer lançar um perfume autoral: antes de chegar ao mercado, definir para quem a fragrância é feita, como ela será apresentada e por qual preço e canal vai chegar ao consumidor. No trabalho de Renato Silva, essas respostas são construídas juntas.
O post Perfume autoral: como Renato Silva conecta fragrância, preço e público apareceu primeiro em UAI Notícias.