Risco assimétrico é quando as duas possibilidades de um evento não pesam igual: uma é considerada muito provável, a outra pouco provável, mas o impacto da segunda, se acontecer, é grande. No câmbio, isso aparece quando o mercado converge para um cenário e ajusta os preços de uma vez.
Foi o que aconteceu depois do primeiro turno. Com Flávio Bolsonaro (PL) à frente, com cerca de 47% dos votos válidos, contra cerca de 45% de Lula (PT), o dólar caiu 4,12% em 5 de outubro, a R$ 5,00. O mercado passou a tratar um dos resultados de 25 de outubro como o mais provável. A diferença entre os candidatos, porém, é de cerca de dois pontos.
“Dois pontos de diferença no primeiro turno dizem que o segundo ainda é eleição, não evento precificado. A carteira tem que estar desenhada para a manhã de 26 de outubro nos dois resultados”, explica Vinicius Teixeira, sócio da GX Capital.
Na prática, a assimetria cria uma oportunidade de proteção. Como pouca gente está comprando seguro contra o cenário menos provável, esse seguro fica mais barato.
“Quando o mercado coloca quase todo o peso em um resultado, a proteção contra o outro fica barata. É nesse momento que a mesa compra a camada de cauda, não depois da pesquisa que muda o quadro”, diz Teixeira.
Para a empresa que importa, isso significa fixar a maior parte das compras de dólar do fim do ano e proteger uma fração pequena contra uma eventual volta da moeda. Para a que exporta, significa fixar parte da receita e garantir um piso para o restante. O método é chamado de hedge em camadas.
Na GX, a simulação dos dois cenários passa pelo Auron IA, tecnologia própria no aplicativo do cliente. Em resumo: risco assimétrico é quando o improvável fica barato de proteger, e é entre os turnos que ele costuma aparecer.
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