Você digita uma dúvida no Google e a resposta já aparece no topo da página, sem precisar abrir nenhum site. Esse hábito mudou a forma como as empresas são encontradas na busca. Nos Estados Unidos, 68% das pesquisas no Google feitas entre janeiro e abril de 2026 terminaram sem clique em nenhum site, de acordo com a SparkToro, que analisou dados da Similarweb.
Para André Baumer, fundador da Tempus Tech, agência de marketing em Joinville (SC), aparecer na busca sem pagar continua valendo a pena, principalmente no médio prazo. “O anúncio traz resultado imediato, e o SEO trabalha no médio prazo. À medida que o site ganha posição na busca, a empresa continua sendo encontrada sem pagar a cada acesso, e a dependência da mídia paga diminui mês a mês”, analisa.
O que é SEO e por que ele ainda funciona
SEO (Search Engine Optimization, ou otimização para mecanismos de busca) é o conjunto de ajustes no site e no conteúdo que ajuda uma empresa a aparecer no Google sem pagar por clique. No anúncio, cada visita custa dinheiro, e os contatos param quando a verba acaba. No SEO, o investimento vai para o site e para o conteúdo, e o resultado se acumula com o tempo.
O estudo da SparkToro traz uma boa notícia para quem vende na própria cidade. Buscas por marcas, por negócios locais e com intenção de compra continuam levando gente aos sites, segundo o fundador da SparkToro, Rand Fishkin. É o caso de quem procura um serviço perto de casa ou quer comprar um produto específico. Para uma clínica, uma loja ou um prestador de serviços, isso significa ter páginas que respondam ao que o cliente digita, como o serviço oferecido, o bairro atendido e a forma de contato.
Anúncio também ficou mais caro
Do outro lado, a mídia paga pesa mais. O preço médio por anúncio nas plataformas da Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, subiu 12% no segundo trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período de 2025, segundo relatório da empresa à SEC (Securities and Exchange Commission, a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos). No Brasil, 41% das empresas com dez ou mais pessoas ocupadas pagaram por anúncios na internet em 2025, mostra a TIC Empresas 2025, do Cetic.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação).
Sem site, não tem como aparecer
Para ser encontrada na busca, a empresa precisa ter onde receber o visitante. A mesma TIC Empresas 2025 aponta que 56% das empresas brasileiras com dez ou mais pessoas ocupadas têm site próprio. E esse site precisa funcionar no celular, já que 65% dos brasileiros que usam internet acessam a rede só pelo telefone, segundo a TIC Domicílios 2025.
“O mesmo anúncio rende mais ou menos conforme o site que recebe o clique. Se a página demora a abrir ou não deixa claro o que a empresa oferece, a pessoa volta para a busca, e o dinheiro daquela visita já foi gasto”, diz Baumer. Segundo ele, um site profissional para empresas é a base tanto para o anúncio quanto para o SEO. “Um site que converte carrega rápido, mostra a oferta logo na primeira tela, deixa o contato pelo WhatsApp à vista e funciona bem no celular, que é por onde a maioria das pessoas chega”, afirma.
Para aparecer no Google sem pagar, o caminho passa por um site rápido e claro, conteúdo que responda às dúvidas do cliente e atenção às buscas locais e de compra, dentro de um plano de marketing que também reserve espaço para o anúncio. “Antes de aumentar a verba, vale olhar para onde o cliente está sendo levado. Quando o destino está preparado, o anúncio passa a trabalhar a favor da empresa, e o SEO ajuda a reduzir o custo de cada novo cliente ao longo do tempo”, conclui o especialista.
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