A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, reiterou nesta quarta-feira (4) o compromisso do Estado no combate ao feminicídio, principalmente para conter casos de violência como o estupro coletivo da menina de 17 anos no Rio. De acordo com ela, indignação apenas não basta. ebc "Temos que agir", diz ministra das mulheres sobre estupro no Rioebc "Temos que agir", diz ministra das mulheres sobre estupro no Rio

“São cinco jovens, e a gente se pergunta o porquê. Até onde vamos? Quando a Maria da Penha conta a sua história, quando a Juliana que levou 61 socos conta a sua história, não podemos ficar só indignados e estarrecidos, temos que agir.”

A ministra fez o comentário – na abertura do Seminário “Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres” – organizado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (apelidado de Conselhão), no Palácio do Planalto.


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Márcia Lopes critica violência contra as mulheres. Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A violência ocorreu no dia 31 de janeiro e foi denunciada pela mãe da jovem vítima. O terceiro envolvido, filho do ex-subsecretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo do Rio de Janeiro, foi preso nesta manhã. 

Agenda de março

Márcia Lopes reforçou que em todo o mês de março o governo federal terá atividades em alusão ao Dia Internacional das Mulheres, lembrado em 8 de março, e que as mensagens levadas pelos integrantes do Conselhão têm o poder de mudar a realidade do país.

“Neste país que é tão grande – somos 107 milhões mulheres –, quem cuida das mulheres, quem assegura a liberdade e a igualdade de gênero, cuida da sociedade e projeta o país de futuro que projetamos e sonhamos”, questionou.

A ministra ainda destacou o compromisso firmado entre os Três Poderes para focar em medidas pelo enfrentamento contra o feminicídio e pela garantia da vida de meninas e mulheres.

“Vamos compor uma agenda comum que radicalize e ponha o dedo onde é preciso para fazer chegar as ações aos estados e nos municípios.”

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Intervir, proteger e denunciar 

No diálogo entre representantes do governo e da sociedade civil, a conselheira e empresária brasileira Luiza Helena Trajano defendeu que, em briga de marido e mulher, os empresários devem, sim, “meter a colher”.

A executiva abordou a campanha “Isto tem nome. É Assédio Sexual”, do grupo Mulheres do Brasil, para explicar formas de comportamentos abusivos, assédio sexual e moral, especialmente no ambiente de trabalho.

Luiza Trajano convocou o empresariado brasileiros a se unir no combate às violências de gênero e a conhecer os órgãos públicos que já desenvolvem ações sobre o tema. “Garanto que o custo de prevenir é barato e muito menor do que o custo de perder uma colaboradora no curso deste processo.”

Criado em 2013, o grupo Mulheres do Brasil reúne mulheres de diversos segmentos com o objetivo de engajar a sociedade civil na conquista de igualdade de oportunidades entre gêneros e raças.

Acompanhe aqui o seminário: