No sudoeste do Maranhão, banhada pelo Rio Tocantins, Imperatriz é a segunda maior cidade do estado e um importante centro do interior brasileiro. Conhecida como Portal da Amazônia, fica no ponto onde o Cerrado encontra a floresta e guarda um fenômeno que dita o calendário de quem mora ali: praias de água doce que vão e voltam com o nível do rio.
Por que Imperatriz leva o nome de uma imperatriz?
A explicação está no Brasil Império. O povoado foi fundado em 16 de julho de 1852 pelo Frei Manuel Procópio do Coração de Maria, capelão de uma expedição, com o nome original de Povoação de Santa Teresa do Tocantins.
A mudança veio quatro anos depois. Em 1856, uma lei provincial criou a Vila de Imperatriz, em homenagem à imperatriz Teresa Cristina, esposa de Dom Pedro II, e o nome foi sendo simplificado pela população até a forma atual. A elevação à categoria de cidade só aconteceu em 1924.
O crescimento, porém, demorou a engrenar. Por muito tempo Imperatriz ficou à sombra da capital, São Luís, a mais de 600 km de distância, e só deslanchou de vez com a abertura da rodovia Belém-Brasília, na segunda metade do século 20.

Como surgem as praias de água doce do Tocantins?
O fenômeno depende inteiramente do regime do rio. Entre julho e setembro, no período de estiagem, o nível do Rio Tocantins baixa e revela extensos bancos de areia, que se transformam em praias fluviais frequentadas por moradores e visitantes dos estados vizinhos.
Na cheia, o cenário se inverte por completo. As faixas de areia desaparecem sob as águas, e o que era praia volta a ser leito do rio, num ciclo que se repete todos os anos.
Algumas dessas praias são tradicionais. As mais conhecidas são a Praia do Cacau, a Praia do Meio, uma ilha que surge no meio do rio, além das praias da Belinha e do Imbiral, que recebem estrutura temporária durante a temporada de seca.

O que fazer em Imperatriz e quando ir
A cidade reúne o turismo de rio, a orla urbana e o acesso a destinos naturais da região. O clima é quente o ano todo, com chuvas concentradas no primeiro semestre, e a melhor época para as praias fluviais é a estiagem, entre junho e setembro. Vale conhecer:
- Avenida Beira-Rio: calçadão à margem do Tocantins, cartão-postal da cidade, procurado para caminhadas e pôr do sol.
- Praia do Cacau: a praia fluvial mais famosa, que surge na seca com bancos de areia e estrutura de lazer.
- Cachoeira das Três Marias: queda d’água na região, opção de ecoturismo nos arredores do município.
- Chapada das Mesas: conjunto de cânions e cachoeiras no sul maranhense, com Imperatriz como principal porta de entrada.
Quem deseja planejar a viagem perfeita para o estado do Maranhão, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Cristiane Siqueira, que conta com mais de 7 mil visualizações.
No conteúdo, o canal Cristiane Siqueira mostra um roteiro completo com o Parque Beira Rio, a Catedral Nossa Senhora de Fátima, a Praça Mané Garrincha, a Igreja Matriz de Santa Teresa D’Ávila, a Casa de Cultura Josué Montello, a Praça Mary de Pinho, o Parque Centenário, o Rio Tocantins e dicas imperdíveis do que fazer em Imperatriz, Maranhão.
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Vá conhecer o Portal da Amazônia maranhense
Imperatriz combina a força de uma metrópole do interior com paisagens de rio que mudam com as estações. É um destino que surpreende quem só conhece o Maranhão pela capital. Você precisa conhecer Imperatriz na época da seca e pisar nas praias de areia branca que o Tocantins revela e depois leva embora.
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