A Polícia Federal (PF) lançou nesta quarta-feira, 10 de abril, a Operação Fake Tags. O alvo é um esquema criminoso especializado na venda de etiquetas de postagem vinculadas a contratos obtidos de maneira ilícita com os Correios. As ações incluem o cumprimento de mandados de busca e apreensão nas cidades de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, e Ipatinga, em Minas Gerais, autorizados pela 9ª Vara da Justiça Federal em Caicó, Rio Grande do Norte.

Atuação do esquema e investigações

O grupo investigado manipulava a plataforma Correios Fácil, atraindo principalmente pequenos empreendedores do setor de e-commerce com ofertas de tarifas de envio significativamente inferiores às praticadas oficialmente. Essa estratégia se mostrou eficaz em cidades como Serra Negra do Norte e Caicó, no Rio Grande do Norte, onde o volume de fraudes chamou a atenção da segurança dos Correios, levando à retenção de 215 objetos postais, que totalizavam aproximadamente 16m³ de mercadorias enviadas ilegalmente.

Através de investigações minuciosas e com a colaboração dos Correios, as autoridades conseguiram identificar indivíduos chave dentro do esquema. Em Três Lagoas, um suspeito foi identificado como responsável pela criação de ao menos três contratos fraudulentos, utilizando dados de empresas fictícias. Em Ipatinga, uma mulher é suspeita de facilitar o comércio dessas etiquetas ilegais, agindo como intermediária na distribuição para diversas localidades do país. Outros dois intermediários foram localizados em Caicó, complementando a rede de distribuição desses materiais fraudulentos.

Consequências e prejuízos

O uso indevido dessas etiquetas para postagem permitiu que o grupo inserisse mercadorias no sistema de distribuição postal sem o devido pagamento das tarifas, resultando em um prejuízo estimado em mais de R$ 2,7 milhões aos Correios. O esquema abrangia aproximadamente 69 contratos fraudulentos, expondo a magnitude do prejuízo financeiro e operacional causado.

Os envolvidos enfrentam acusações de estelionato qualificado, com penas que podem superar seis anos de prisão, além de multas, conforme as leis brasileiras.

image-77 PF investiga grupo criminoso responsável por fraude aos Correios em Ipatinga e no MS

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