O quarto festival de cinema mais antigo do Brasil e o mais longevo em atividade ininterrupta no Norte e Nordeste, o Festival Guarnicê de Cinema chega à sua 49ª edição.

Neste ano, o festival será realizado entre os dias 20 e 26 de agosto, em São Luís, no Maranhão, e vai trabalhar com o tema Encontro com Narrativas Humanas.
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A ideia do tema é promover uma reflexão sobre a essência da experiência cinematográfica, reafirmando o cinema como espaço de convivência, troca e construção coletiva.
Ao reunir artistas, realizadores, pesquisadores e público, o festival quer ajudar a promover narrativas capazes de gerar diálogo, memória e novas formas de se olhar para o mundo.
“O Guarnicê está caminhando para celebrar cinco décadas de existência”, destacou Rosélis Barbosa, diretora do festival.
“Ao longo dessa trajetória, ele se consolidou como um espaço de exibição, debate, formação de plateia e reflexão crítica. É também um espaço de formação cidadã e de democratização cultural”, disse.
Em entrevista à Agência Brasil, Rosélis ressaltou que o Guarnicê é um dos festivais de cinema mais tradicionais do país e é fundamental para dar visibilidade ao cinema independente brasileiro.
“Um de seus principais objetivos é difundir a produção audiovisual brasileira a partir do Nordeste, com uma atenção especial para a produção maranhense”, explica.
Nesta edição, o festival recebeu mais de 1,4 mil inscrições de obras de todas as regiões do Brasil. Cerca de 150 delas foram selecionadas e serão exibidas.
“Uma característica importante dessa seleção é a diversidade territorial. Temos produções de todas as regiões. E essa diversidade é importante para a gente porque nos mostra que o Guarnicê não é apenas um festival realizado no Maranhão, ele é uma janela para a produção audiovisual brasileira e, ao mesmo tempo, é uma vitrine para o cinema produzido no próprio estado”, ressalta.
Além da variedade territorial, os filmes selecionados também trazem uma diversidade de gênero, temas e linguagens.
“Temos documentários, ficções, animações, obras experimentais, dramas, comédias e filmes que transitam por diferentes linguagens audiovisuais. E neste ano, aparecem com muita força questões relacionadas à memória, à identidade, ao território, à cultura popular, às relações sociais, diversidade, ancestralidade e às experiências de diferentes grupos e comunidades”, disse Rosélis.
A diretora destaca também que “há questões relacionadas ao ambiente natural e relações de gênero, juventude, questões indígenas e desigualdades sociais”.
Homenagens
Neste ano, o festival irá homenagear a atriz Marcélia Cartaxo, vencedora do Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim por sua interpretação em A Hora da Estrela (1985); o ator Romulo Estrela, que recentemente protagonizou a novela Três Graças, e o cineasta Frederico Machado, que dirigiu obras como Punga, Boi de Lágrimas e O Exercício do Caos.
Realizado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o evento também promove oficinas, debates, seminários, ações formativas e a Mostra de Jogos Digitais.
“O festival não foi pensado apenas como lugar de exibição de filmes, mas também como espaço de formação e reflexão. A programação inclui oficinas, debates e atividades voltadas para formação de pública e de qualificação profissional. Realizamos também o Seminário Ciência Filme Guarnicê, que aproxima o audiovisual da universidade, por exemplo”, disse Rosélis.
As exibições presenciais da mostra acontecem no Cinépolis, do São Luís Shopping, e no Cinema Sesc Deodoro. Os filmes das mostras competitivas também ficarão disponíveis gratuitamente na plataforma Guarnicê e no aplicativo Cine Guarnicê a partir das 17h30 do dia em que forem exibidos presencialmente, permanecendo disponíveis até as 18h do dia seguinte.
Outras informações sobre o festival, que é gratuito, podem ser encontradas no site do evento.