Escritório fechado, equipe no Brasil e o dono do negócio em outro continente. Essa passou a ser a rotina do empresário Pedro Silvestrini depois que ele encerrou o escritório físico que mantinha em Balneário Camboriú e começou a acompanhar as empresas de onde estivesse. Ao longo da trajetória, já visitou 24 países e manteve os negócios funcionando durante as viagens.

Hoje, Pedro atua com aplicativos vendidos internacionalmente, principalmente na Europa, que somam milhões de downloads. Ele também é fundador e CEO da Tektone, consultoria de tecnologia e negócios.

Tudo começou com uma viagem

A mudança de rotina veio depois de uma ida a Dubai, em 2024. Aos 22 anos, Pedro estava lá com um grupo de jovens empreendedores do mercado digital, trocando experiências sobre negócios e próximos passos. Na época, já tinha quatro anos de estrada com infoprodutos, cursos online e mentorias, e havia vendido milhões pela internet.

Uma conversa com um empresário que atuava com aplicativos e jogos mudou o foco. O que mais impressionou Pedro foi o fato de o empresário não aparecer nos produtos que criava.

“Isso me chamou muita atenção. Ele tinha aplicativos milionários e as pessoas nem sabiam que ele estava por trás. Eu poderia usar minha experiência no digital para construir um negócio assim, sem precisar ser o rosto do produto”, conta Pedro.

O interesse também tinha a ver com dinheiro entrando todo mês.

“Infoproduto continua sendo um mercado forte para mim. Só que eu comecei a pensar também no valor da empresa que estava construindo. Queria usar o que aprendi vendendo milhões para criar produtos que as pessoas pagassem para continuar usando todos os meses e ter receitas mais previsíveis”, explica.

Como é tocar empresa na estrada

A liberdade de trabalhar de qualquer lugar trouxe novas tarefas. Coordenar pessoas no Brasil estando em outro país exige ajustar horários, acompanhar projetos à distância e não deixar decisões paradas. A operação precisou ser montada para seguir em frente mesmo durante os deslocamentos.

A divisão de papéis ajuda. Pedro cuida da estratégia digital: avalia oportunidades, monta as ofertas e define como os produtos vão chegar aos clientes. O desenvolvimento tecnológico fica com uma equipe dedicada.

Parte dos produtos é vendida com marca própria, sem depender da exposição pessoal do fundador. A proposta é construir negócios que tenham relação direta com seus públicos, algo que combina com a rotina de quem passa boa parte do tempo longe do escritório.

Viajar também é estudo

Conhecer outros mercados virou parte do trabalho. Nas viagens, Pedro observa hábitos de consumo, conversa com empresários de vários lugares e repara em como os produtos são apresentados ao público. Tudo isso vira referência para os negócios.

Ele também aposta em mentorias, imersões e masterminds para ampliar o repertório.

“Já investi mais de R$ 180 mil em mentorias, imersões e cursos. Acredito que todo empresário deveria investir no próprio desenvolvimento. Uma conversa com alguém que já enfrentou o desafio que você está vivendo pode mudar uma decisão importante e poupar meses de tentativa e erro”, afirma.

A história começou longe dos aeroportos. Aos 13 anos, Pedro lavava túmulos por R$ 5 em um cemitério de Cajamar. Hoje, com infoprodutos e aplicativos, acumula mais de R$ 14 milhões em faturamento.

No caso de Pedro, trabalhar viajando pelo mundo com uma empresa ativa dependeu de dois pontos: produtos que vendem sem depender da imagem do dono e uma equipe capaz de tocar a operação durante os deslocamentos. Ele compartilha sua visão sobre negócios digitais, aplicativos e empreendedorismo no Instagram, pelo perfil @pedrosilvestrinii.

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