A flexão é um teste simples de força, resistência muscular e controle corporal. O número ideal varia por idade, sexo, técnica, histórico de treino e saúde das articulações. Usar uma tabela ajuda, mas resultados baixos exigem progressão segura, não comparação apressada.
Por que a flexão é usada para medir força e resistência?
A flexão avalia principalmente peitoral, ombros, tríceps e estabilidade do tronco. Por usar o peso do próprio corpo, ela permite observar força e resistência muscular sem aparelhos, desde que a execução mantenha alinhamento, controle e amplitude adequada.
O teste deve ser interpretado com cautela, porque dor, sedentarismo, lesões, peso corporal e técnica inadequada mudam o resultado. Comparar números sem contexto pode levar a erros perigosos, principalmente quando a pessoa força repetições com ombros, punhos ou coluna desalinhados.

Qual estudo relacionou flexões com saúde cardiovascular?
Um estudo publicado no JAMA Network Open, chamado Association Between Push-up Exercise Capacity and Future Cardiovascular Events Among Active Adult Men, avaliou 1.104 homens adultos ativos, principalmente bombeiros, e acompanhou eventos cardiovasculares por aproximadamente dez anos.
O resultado mais citado indica que homens capazes de fazer mais de 40 flexões tiveram risco significativamente menor de eventos cardiovasculares quando comparados aos que fizeram menos de 10. Porém, o próprio estudo avaliou um grupo específico, de homens entre 21 e 66 anos, e não cria uma regra universal para toda a população.
Quantas flexões são referência entre 20 e 70 anos?
As faixas abaixo são referências práticas baseadas em protocolos de avaliação física, como o material técnico do American Council on Exercise, associado ao protocolo CSEP-PATH. Elas ajudam a estimar desempenho, mas não substituem avaliação individual, especialmente em pessoas com dor, lesões ou doenças prévias.
Use os números como orientação aproximada:
- 20 a 29 anos: homens, cerca de 22 a 28; mulheres, 15 a 20.
- 30 a 39 anos: homens, cerca de 17 a 21; mulheres, 13 a 19.
- 40 a 49 anos: homens, cerca de 13 a 16; mulheres, 11 a 14.
- 50 a 59 anos: homens, cerca de 10 a 12; mulheres, 7 a 10.
- 60 a 69 anos: homens, cerca de 8 a 10; mulheres, 5 a 11.
- 70 anos ou mais: não há meta única; a referência deve considerar segurança, mobilidade, dor e autonomia.
Esses números não devem ser usados como sentença sobre saúde. Uma pessoa pode ficar abaixo da faixa por falta de treino específico, técnica ruim ou limitação articular. O mais importante é observar evolução progressiva, sem transformar o teste em disputa.
Como fazer o teste sem prejudicar ombros, punhos e coluna?
A execução correta exige mãos próximas à linha dos ombros, tronco firme, cabeça neutra e descida controlada. Protocolos técnicos de avaliação consideram a repetição válida quando há controle do corpo, extensão dos cotovelos e retorno sem perder postura.
O teste deve parar quando a técnica falhar ou surgir dor. Insistir em repetições desalinhadas aumenta o risco para punhos, ombros e lombar. Iniciantes podem começar com flexões inclinadas, em parede, banco ou com joelhos apoiados.

O que significa ficar abaixo da quantidade indicada?
Ficar abaixo da referência não significa doença, incapacidade ou fracasso. Pode indicar pouca prática de exercícios de empurrar, excesso de carga corporal relativa, fraqueza no tronco, dor articular, medo do movimento ou simplesmente falta de familiaridade com a técnica.
O American College of Sports Medicine reforça que exercícios de fortalecimento devem fazer parte da rotina de adultos, porque ajudam função física, autonomia e saúde muscular ao longo da vida. O foco deve ser regularidade, progressão e segurança, não apenas atingir um número.
Como evoluir nas flexões com segurança após os 40 anos?
Após os 40 anos, a melhor estratégia é treinar progressivamente. Flexões na parede, no banco ou com joelhos apoiados reduzem a sobrecarga inicial e permitem fortalecer ombros, braços e tronco antes de tentar a versão tradicional no chão.
Sono, recuperação e constância importam mais do que volume exagerado. Quem tem dor no peito, tontura, hipertensão sem controle, lesões importantes ou histórico cardiovascular deve procurar orientação profissional antes de realizar testes intensos de resistência muscular.
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