Com o verão se aproximando, muita gente procura o consultório querendo resolver tudo de uma vez. O médico Aihan Kirchhoff, fundador da AionClinic, em São Paulo, tem uma resposta direta para essa pressa. “O corpo do verão é construído ao longo do ano”, afirma.

Segundo ele, o ideal é seguir um plano de tratamento individual ao longo dos meses. Alguns procedimentos podem ser feitos toda semana, outros uma vez por mês ou a cada três meses. Assim, o corpo fica em dia e, quando a estação chega, basta um ajuste final.

Deixou para a última hora?

Quem só se lembrou agora não precisa desistir. “Nunca é tarde para começar. Há procedimentos com resultados visíveis logo após as primeiras sessões. Mas o ideal é o planejamento: cuidar do corpo o ano todo.”

Existe, porém, um limite. Muitas vezes, o paciente quer fazer tudo junto, e cabe ao médico explicar o que é possível agora e o que precisa esperar. “Não adianta, na véspera do verão, querer fazer milagre com mil procedimentos em um mês. Existe um limite do que dá para fazer com segurança. O melhor é planejar, se preparar ao longo do ano e, perto do verão, fazer apenas os reajustes”, alerta.

Combinar em vez de exagerar

A tendência que deve marcar este verão, segundo Kirchhoff, é o fim do procedimento isolado. Em vez de apostar em uma única técnica, o tratamento junta vários recursos em um programa sob medida: injetáveis como preenchedores, bioestimuladores de colágeno, biorrevitalizadores e toxina botulínica, associados a tecnologias com evidência científica, como o ultrassom micro e macrofocado e as radiofrequências.

“O resultado não está em um procedimento isolado, e sim na combinação deles. Não vem de um produto milagroso, vem do planejamento: escolher o que cada pessoa precisa, em que ordem e em que momento”, explica. Na prática, isso quer dizer usar menos produto, com mais precisão e um cronograma pensado para cada pessoa.

Cada corpo tem seu plano

No corpo, o médico desenvolveu protocolos autorais, os métodos Bumbum Aion, Body HD Aion e NOLT Aion, que associam injetáveis a tecnologias como campo eletromagnético, ultrassom micro e macrofocado e radiofrequências. “Cada paciente tem uma anatomia e um objetivo. O método é um planejamento, não uma receita pronta.”

Os protocolos atendem pacientes de diferentes idades, de homens a mulheres jovens que emagreceram rapidamente com as chamadas canetas emagrecedoras até pessoas com mais de 50 anos, que querem viver mais e com qualidade. Em todos os casos, o ponto de partida é o mesmo: avaliação e um cronograma individual.

Em 2026, Kirchhoff passou pelo AMWC, congresso de medicina estética realizado em Mônaco, pela Clinique La Prairie, na Suíça, e por um curso da Harvard Medical School. Voltou convencido de que o Brasil está atualizado. “Quando o assunto é face, abdômen, glúteos e coxas, o mundo olha para cá. E os médicos brasileiros são reconhecidos pelos resultados que entregam e pelo cuidado que têm com o paciente”, afirma. O país realizou 3,2 milhões de procedimentos estéticos em 2025, atrás só dos Estados Unidos, segundo a Pesquisa Global da ISAPS (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética).

Por onde começar

Para preparar o corpo para o verão, o caminho é começar o quanto antes, com avaliação médica e um plano individual que distribua os procedimentos ao longo dos meses. Para quem está começando agora, ainda há procedimentos com resultado visível logo nas primeiras sessões, desde que se respeite o limite do que pode ser feito com segurança e se deixe para a reta final apenas os reajustes.

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