Uma sala comercial de cerca de 30 metros quadrados, um computador antigo e cinco mil emprestados pela namorada. Foi com esse ponto de partida que o estudante de Direito Paulo Santana abriu, em 2001, em Goiânia, o IPOG (Instituto de Pós-graduação e Graduação), que completou 25 anos em 26 de setembro.

A ideia veio de um problema pessoal

Paulo queria fazer uma especialização em Direito Civil e Processo Civil e esbarrou na falta de opções. Em vez de desistir, percebeu que outros profissionais viviam a mesma situação: queriam continuar estudando, mas a oferta em algumas áreas ainda era pequena.

O plano inicial era modesto: formar só duas turmas. Para isso, ele montou o projeto, chamou professores e procurou uma instituição parceira que chancelasse os cursos.

Como o dinheiro foi esticado

Os cinco mil vieram de Alessandra, então namorada e hoje esposa de Paulo. O que faltava foi resolvido na conversa, com negociação junto a fornecedores e campanhas de divulgação pagas em parcelas. As primeiras turmas mostraram que a ideia tinha público.

Dois anos depois, o colega de faculdade Leonardo Oliveira virou sócio e levou o instituto para Palmas, no Tocantins. Para bancar a operação, vendeu o carro. Depois vendeu o celular, alugou um carro e rodou pela BR-153 apresentando os cursos pessoalmente.

“Eu não conhecia muito sobre educação, mas acreditei muito na proposta e no projeto. No começo, a gente fazia de tudo: vendia, ajudava no marketing, acompanhava os professores e ouvia os alunos. Essa proximidade fez com que aprendêssemos muito rápido sobre educação e sobre aquilo que estávamos entregando”, lembra Leonardo.

Da sala pequena para o país

A partir dali vieram Cuiabá e outras regiões. Em 2006, os sócios deram início ao processo para transformar o IPOG em instituição de ensino superior, o que abriu espaço para a Faculdade IPOG e para a graduação.

Os números de hoje ajudam a medir a distância em relação ao começo. São mais de 200 cursos entre pós-graduação, graduação e extensão, soluções de educação corporativa, nota máxima (5) na avaliação do MEC (Ministério da Educação), mais de dois mil colaboradores e 24 unidades pelo país, somadas às aulas on-line. Mais de 350 mil profissionais já passaram pela instituição.

Em maio de 2026, o instituto recebeu o selo RA1000, do Reclame AQUI, e está entre as dez instituições indicadas ao Prêmio Reclame AQUI 2026 na categoria Pós-graduação e Especialização.

O que ficou do começo

Para Paulo, o saldo desses 25 anos aparece na vida de quem passou pelas salas de aula.

“Meu maior orgulho é ver pessoas que foram transformadas e impactadas em suas vidas. Alunos que abriram empresas, profissionais que cresceram em suas carreiras, professores e colaboradores que também se desenvolveram ao longo dessa trajetória. É isso que dá sentido ao que foi construído”, diz o fundador.

Leonardo vê o resultado da mesma forma e lembra que, com o tempo, muita gente entrou nessa história.

“Esse sonho foi deixando de ser apenas meu e do Paulo. Muitas pessoas se conectaram ao IPOG, cresceram junto com a instituição e ajudaram a construir o que temos hoje. Quando encontramos um aluno que conta que mudou de carreira, abriu uma empresa ou alcançou um objetivo profissional, conseguimos enxergar a dimensão desse impacto”, comenta o sócio.

Começar com cinco mil e uma sala de 30 metros quadrados não impediu o negócio de ganhar escala. No caso do IPOG, o que fez diferença foi partir de uma necessidade real, sentida pelo próprio fundador, e negociar cada etapa até que as primeiras turmas provassem que havia demanda.

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