/No extremo sul do Rio Grande do Sul, no coração da Campanha gaúcha, Bagé é conhecida como a Rainha da Fronteira. Cercada pelos campos do Pampa e a poucos quilômetros do Uruguai, a cidade guarda casarões históricos, uma forte tradição pecuarista e um passado decisivo para a formação do estado.

Por que Bagé é chamada de Rainha da Fronteira?

O apelido nasceu da posição estratégica e da importância histórica. Bagé fica a cerca de 60 km da fronteira com o Uruguai e a mais de 360 km de Porto Alegre, ou seja, mais perto do país vizinho do que da própria capital gaúcha.

Essa condição de fronteira marcou a história da cidade. Seu território foi palco de disputas entre as coroas de Portugal e Espanha, que ali ergueram o Forte de Santa Tecla no século 18, do qual restam ruínas, e a origem do povoado está ligada ao acampamento militar montado pelo general Dom Diogo de Souza em 1811.

Bagé também teve papel central na Revolução Farroupilha. Em seu território, após a Batalha do Seival, em 1836, foi proclamada a República Riograndense, um dos episódios mais importantes da história do Sul do país.

Cidade gaúcha que fica mais perto do Uruguai do que da capital e viu nascer a República Riograndense
Bagé, Rio Grande do Sul // Créditos: Wikimedia Commons

O que faz de Bagé a capital do charque e do vinho do Pampa?

A cidade construiu sua riqueza sobre a pecuária e o charque. No fim do século 19, Bagé foi um dos grandes centros das charqueadas, onde a carne era salgada e seca para exportação, atividade que a tornou uma das cidades mais prósperas do estado naquele período.

Essa herança deixou marcas na paisagem. Antigas charqueadas, como a de Santa Thereza, foram transformadas em vinícolas, e hoje a região é reconhecida pelo enoturismo, produzindo alguns dos vinhos e azeites mais finos do país graças ao clima e ao solo do Pampa.

O campo segue no centro da identidade local. Bagé é apontada como um dos berços do Cavalo Crioulo no Brasil e mantém viva a cultura gaúcha em eventos tradicionais, como a Semana Crioula Internacional, realizada em abril.

MarcosNagelstein_Bage_RS_VinicolaPeruzzo_39230162860-1024x576 Cidade gaúcha que fica mais perto do Uruguai do que da capital e viu nascer a República Riograndense
Bagé, Rio Grande do Sul // Créditos: Wikimedia Commons

O que fazer em Bagé e quando ir

A cidade reúne patrimônio histórico, vinícolas e a paisagem aberta do Pampa. O clima é temperado, com verões quentes e invernos frios e de geadas frequentes, e a primavera e o outono são as épocas mais agradáveis para os passeios. Vale conhecer:

  • Catedral de São Sebastião: a imponente igreja matriz no centro, com sinos trazidos da Itália, cartão-postal da cidade.
  • Museu Dom Diogo de Souza: acervo que conta a história militar e cultural da fronteira gaúcha.
  • Rincão do Inferno: formações geológicas e vegetação típica do Pampa, em paisagem aberta nos arredores.
  • Vinícola Santa Thereza: antiga charqueada transformada em vinícola, base do enoturismo na Campanha.

Quem deseja planejar a viagem perfeita para o município de Bagé, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Cristiane Siqueira , que conta com mais de 9 mil visualizações.

No conteúdo, o canal Cristiane Siqueira mostra um roteiro completo com a Prefeitura Municipal de Bagé , a Catedral de São Sebastião , o Museu Dom Diogo de Souza , o Instituto Municipal de Belas Artes , o Palacete Pedro Osório , a Casa de Cultura , a Antiga Estação Férrea de Bagé , a Praça da Matriz , o Centro Histórico Vila de Santa Thereza , a Vinícola Peruzzo e dicas imperdíveis do que fazer em Bagé, Rio Grande do Sul.

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Vá conhecer a Rainha da Fronteira

Bagé reúne história, tradição gaúcha e a beleza serena do Pampa num dos cantos mais autênticos do Rio Grande do Sul. É um destino para quem quer entender a alma da fronteira e provar os vinhos que nascem desses campos. Você precisa conhecer Bagé e sentir, entre casarões e parreirais, a força da cidade onde a República Riograndense foi proclamada.

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