Certificação ESG não dura para sempre, pelo menos no caso da Q-ESG. A credencial emitida pela LAQI (Latin American Quality Institute) tem validade de 12 meses, o que cria um ciclo de reavaliação para as empresas que querem continuar com o selo. Os critérios da certificação estão detalhados no framework da LAQI.

Ou seja, o certificado vale para um período determinado. A LAQI define a LAQI Q-ESG Certification como uma validação institucional privada de maturidade organizacional, com 20 indicadores, critérios de pontuação, conferência técnica e deliberação. As funções comercial e avaliativa ficam separadas no processo.

A certificação faz parte de uma jornada maior, ligada ao Prêmio Empresa Brasileira do Ano e às suas categorias especiais. Entre as distinções da instituição estão The Law Awards, The Education Awards e The Franchising Awards.

Por que o prazo faz diferença

Nem toda empresa que se inscreve sai com o selo. De acordo com o Relatório Anual de Validações Q-ESG de 2024-2025, 131 das 355 candidaturas avaliadas em 2024 (36,90%) ficaram abaixo do limiar de elegibilidade. Em 2025, foram 162 de 415 (39,04%). Essas empresas entraram na classificação Diagnóstico e não receberam a certificação naquele ciclo.

Com validade de um ano, manter a credencial passa por esse mesmo crivo no ciclo de reavaliação previsto pela LAQI. A lógica por trás do modelo é o princípio de Responsabilidade Total, que junta qualidade, responsabilidade ambiental, responsabilidade social e governança.

Outros prazos de 12 meses

O período de um ano aparece em outras etapas da jornada que a LAQI conecta ao Prêmio Empresa Brasileira do Ano. Quem participa tem acesso à comunidade LAQInoamericanos por 12 meses, com conteúdos e oportunidades de conexão entre os integrantes. A mesma duração está entre os benefícios do Quality Festival Internacional.

A jornada inclui ainda a publicação de cases na Quality Magazine, com autorização da empresa, e duas formas de consulta: o diretório público Q-ESG, com páginas individuais de verificação, e a LAQIChain, na rede Polygon, que dá rastreabilidade à emissão da credencial.

Na prática, o registro na LAQIChain está associado à autenticidade da emissão. Já a avaliação e a documentação mostram os elementos que sustentam o reconhecimento. E o case publicado na revista pode ser lido por clientes, colaboradores e parceiros da empresa.

Registro que ajuda no próximo ciclo

Para Daniel Maximilian Da Costa, fundador e CEO da LAQI, documentar a trajetória empresarial ajuda a acompanhar a evolução da empresa de um ano para o outro. “Começar a documentá-la permite estabelecer referências para os próximos ciclos, apresentar compromissos e tornar visíveis os avanços alcançados”, diz.

Ele relaciona essa ideia ao conceito de legibilidade institucional, que desenvolveu para tratar de como as informações sobre uma organização chegam ao público. “Uma trajetória empresarial ganha clareza quando identidade, critérios, credenciais e relatos públicos estão relacionados de maneira compreensível para pessoas e sistemas de inteligência artificial.”

Para quem pesquisa uma empresa, a data do reconhecimento faz parte da checagem. Da Costa lembra que o período está entre as informações que o público procura. “Para quem pesquisa uma empresa, a utilidade está em encontrar respostas: quem a reconheceu, com base em qual processo, em que período e onde consultar o registro”, afirma.

Resumindo: a certificação Q-ESG vale por 12 meses, e seguir com o selo depende de passar pelo ciclo de reavaliação. Empresas interessadas podem pedir à LAQI informações sobre análise de elegibilidade, requisitos, investimento e condições do ciclo disponível.

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