Quem já precisou de um certificado digital provavelmente esbarrou em duas siglas parecidas: AC e AR. Elas aparecem nos sites de venda, nos contratos e nos e-mails de confirmação, mas pouca gente sabe o que cada uma faz. E essa diferença pode pesar no bolso.
A AC é a Autoridade Certificadora. É ela que emite e assina o certificado dentro da ICP-Brasil, a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira. A AR é a Autoridade de Registro, que confere a identidade de quem está pedindo o certificado e faz o atendimento. É o caso da Alvo Certificado Digital, AR credenciada à ICP-Brasil desde 2018 e vinculada às Autoridades Certificadoras Serpro e SyngularID.
Cada uma cuida de uma etapa
Dá para pensar em duas etapas que se completam. Na emissão por validação, a identidade do titular é confirmada por uma AR vinculada a uma AC credenciada. Depois disso, a AC emite e assina o certificado que vai ser usado nos sistemas da Receita, do eSocial e do Judiciário.
Na prática, a AR verifica se a pessoa é mesmo quem diz ser, e a AC transforma essa conferência em um certificado com validade jurídica. As duas partes são necessárias, e nenhuma substitui a outra.
Por isso dá para comprar direto da AR. O certificado tem a mesma validade jurídica, só que sem uma etapa de intermediação no caminho. “Quando o cliente compra de quem faz a validação, ele elimina uma camada de intermediação. Isso aparece no preço e no atendimento”, afirma João Paulo Rodrigues Macedo, CEO da Alvo.
Quanto isso muda no preço
Um e-CNPJ A1 de 12 meses custa R$ 149,90 na Alvo. Nas lojas das grandes Autoridades Certificadoras, o mesmo tipo de certificado sai entre R$ 219 e R$ 275, segundo preços conferidos em 25 de setembro de 2026. Para uma empresa que precisa do certificado todo ano, a diferença se repete a cada nova compra. O A1 é o modelo em arquivo, instalado no computador, com validade de 12 meses.
Como é o atendimento
A validação acontece por videoconferência, na plataforma da Autoridade Certificadora. O titular faz prova de vida, mostra o documento original físico e tem a biometria conferida nas bases oficiais, como determina a Instrução Normativa nº 36/2026 do ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação). Em cerca de 10 minutos, o processo está concluído. E não ter CNH não impede a emissão: basta ter biometria registrada na ICP-Brasil ou em outra base oficial, como a do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Ou seja, comprar direto da AR não significa pular etapas. A validação segue as mesmas regras definidas pelo regulador para qualquer cliente.
A Alvo já emitiu mais de 500 mil certificados e faz hoje mais de 7 mil emissões por mês. Parte das vendas chega por contadores parceiros, que acompanham a rotina fiscal dos clientes. “O contador percebe o problema antes do cliente. Nosso papel é dar a ele uma emissão rápida e confiável”, diz Macedo. O volume acompanha o país: segundo o ITI, foram emitidos 1.070.325 certificados digitais em junho de 2026, 11,1% a mais que no mesmo mês de 2025.
Por que vale entender a diferença
O certificado é usado em tarefas do dia a dia de muitas empresas, como emitir nota fiscal eletrônica e transmitir o eSocial. “O certificado virou parte da operação da empresa. Quando ele vence, a nota não sai e o caixa para”, resume Macedo.
Em resumo: a AC emite e assina, a AR confere quem você é e faz o atendimento. Na hora de comprar, vale saber que dá para ir direto a quem faz a validação, com a mesma validade jurídica.
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